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Festival Gastronômico da Chapada acontece sexta (11)

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina (BA)
(foto: arquivo HN)

Começa sexta (11) e segue até o dia 25 o III Festival Gastronômico da Chapada Diamantina, que engloba restaurantes dos quatro municípios da região incluindo Andaraí, Lençóis, Mucugê e Vale do Capão, com a participação de restaurantes dos principais hotéis e pousadas locais.
A  novidade para este ano é a realização de palestras sobre gastronomia e vinhos, que terá a participação de especialistas nos temas, com entrada gratuita. As três palestras programadas vão ocorrer entre nos dias 11 e 13, no Restaurante Aromata da Lagoa, na Pousada Candombá e no Hotel Portal de Lençóis. O público-alvo são donos de restaurantes, pousadas e hotéis.
Ao todo 22 estabelecimentos estão participando do festival, e vão oferecer seus pratos principais à preços promocionais, como ocorreu nas últimas edições. O evento é uma realização da Mil Produções, em parceria com o Sebrae, Senac, Bahiatursa.
(Délia Coutinho)

Serviço

Angra dos Reis oferece uma ilha para cada dia do ano

quinta-feira, novembro 19th, 2009

Angra dos Reis oferece uma ilha para cada dia do ano

OTÁVIO PINHEIRO
colaboração para a Folha Online, em Angra dos Reis (RJ)

Angra dos Reis fica a 150 km da capital carioca e é um dos destinos mais cobiçados por turistas em todo o Brasil. Com 365 ilhas, os passeios de barco são seu ponto forte.

Ilhas de Angra dos Reis

Ilhas de Angra dos Reis

A estrada para se chegar a Angra ainda está precária (o governo do Rio de Janeiro está ampliando as vias), mas, ao chegar aos resorts, o visitante já esquece o cansaço da viagem. A dica para quem pretende se deslocar até a região é ficar no mínimo dois dias, já que o passeio por marcos históricos no centro da cidade também vale a pena.

Piscinas no mar formam cenário dos sonhos em Porto de Galinhas

quinta-feira, novembro 19th, 2009

Piscinas no mar formam cenário dos sonhos em Porto de Galinhas (PE)

ROBERTO DE OLIVEIRA
da Folha de S.Paulo

Vamos combinar, São Paulo não tem nada a ver com o verão. A multidão de carros e o excesso de concreto só alimentam a sensação de fadiga. Nesses dias de calor senegalês, bate um desespero de pular com roupa e tudo na primeira piscina que aparecer pela frente.

Ilha de Santo Aleixo é paraíso particular em Pernambuco

Agora, pense “na” piscina, estrategicamente esparramada por um oceano de água transparente, repleta de peixinhos, com jangadas colorindo o entorno, tudo isso pertinho da praia. Mas, para esse desejo prosperar, você terá que embarcar para Porto de Galinhas. Pronto!

Roberto de Oliveira/Folha Imagem
Passeio às piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco
Passeio às piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco

Forasteiros apressados vão logo tachá-la de Cancún brasileira. Nada mais reducionista. Porto, como o lugar é carinhosamente chamado pelos nordestinos, é muito mais. Esse pedacinho de litoral no sul de Pernambuco tem algumas peculiaridades que garantem sua fama.

Verdade, inconveniente, seja dita: Porto de Galinhas cresceu demais e perdeu aquele ar bucólico e o sossego de tempos passados. Vinte anos atrás, era um simples vilarejo de pescadores. Nem energia elétrica havia nos anos 1960. Só foi ganhar hotel na metade dos anos 1980.

Hoje, é considerada uma das praias mais badaladas do Brasil, com uma infraestrutura invejável de hotéis e resorts para todos os bolsos e gostos. Há bons e sofisticados restaurantes, cafés, baladas animadas e opções de passeio.

O mais famoso deles é o de jangada para as piscinas naturais, formações de coral que se tornam verdadeiros aquários de águas transparentes. Mas isso só acontece na maré baixa. Portanto, fique esperto. Lá está apinhado de jangadeiros que enganam os turistas e os conduzem na hora em que a maré está subindo. Quando se chega lá, cadê as piscinas? É tarde, já foram encobertas pelo mar.

Roberto de Oliveira/Folha Imagem
Peixinhos nadam nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, que ficam no meio do mar transparente do Estado de Pernambuco
Peixinhos nadam nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, que ficam no meio do mar transparente do Estado de Pernambuco

Além de ser o mais procurado, o passeio também é o mais acessível: custa R$ 10, com duração de 45 minutos. As jangadas saem do centrinho de Porto. Em menos de cinco minutos, vão deixando aqueles coqueiros, espalhados por cerca de 5 km de areia branca e batida, e aportam naqueles tanques naturais criados por arrecifes. Porto leva outra vantagem nesse quesito: suas piscinas naturais são as mais fáceis de serem alcançadas em todo o litoral brasileiro. Acredite, quem tem fôlego vai até nadando.

Tem gente que enxerga em suas águas tons dignos do Taiti. Outros veem semelhanças com o mar do Caribe. Nessa viagem por referências, logo vem a brisa gostosa nos despertar de qualquer delírio. Ou melhor, nos transportar para outro: o de mergulhar naquelas águas mornas e estimulantes.

No vaivém de cardumes bem diante de nossos olhos, fica nítido por que não é de hoje que Porto roubou da capital, Recife, o posto de maior polo turístico do Estado.

Então, fuja para Galinhas.

De volta à areia, difícil é escapar delas –as galinhas. Umas dão pinta de “snorkel”, óculos escuros e chapéu. Outras, fashionistas, com olhinhos puxados, touquinha na cabeça ou bobes coloridos, fazendo a linha moderna. Interativas, há aquelas que surgem de câmera a tiracolo. Estão espalhadas por todos os cantos -as esculturas, diga-se de passagem, feitas de coco seco que não se desenvolveu e caiu do pé, além do tronco. Algumas levam o singelo apelido de Filomena.

Símbolo do vilarejo, as galinhas são confeccionadas por artesãos como Gilberto Rodrigues, 48, o Carcará, um dos principais artistas que dão “vida” às bichinhas, para a alegria dos turistas, que são muitos. Motivo: o “verão” é lançado oficialmente em Porto de Galinhas em setembro, quando em São Paulo ainda faz aquele tempo feio, cinza e deprê.

Editoria de Arte/Folha Imagem

Para quem
Porto de Galinhas é o tipo de lugar que costuma agradar a toda a família. Das crianças aos marmanjos, quem não se encanta com aquelas águas transparentes das piscinas naturais repletas de peixinhos? Sem contar que a vila oferece uma boa infraestrutura de hotéis, restaurantes, bares, baladinhas e afins. Quer mais? A galera do surfe se encontra bem pertinho dali, em Maracaípe. Aqueles que procuram um lugar um pouco mais intocado podem se dirigir para a praia dos Carneiros.

Quando ir
Já não existe mais baixa temporada em Porto de Galinhas. O vilarejo é concorridíssimo durante o ano todo. Mas, entre março e maio, ainda é possível se deparar com pechinchas, com descontos de até 50% nas diárias, inclusive em resorts, sem contar que o lugar fica menos abarrotado. Agora, sol, água morninha e vento fresco não têm tempo ruim: dão pinta praticamente nos 12 meses. No verão, a cidade ganha mais eventos culturais e gastronômicos. Enfim, fica difícil resistir.

Dica
Tome o máximo de cuidado para não avançar sobre as áreas de proteção demarcadas por cordas nas piscinas naturais. Muitos turistas, na ânsia de posar para foto, acabam ultrapassando o limite determinado. Infelizmente, não há um indivíduo para fiscalizar. Nem os próprios jangadeiros, no caso, os maiores interessados na preservação dos corais, porque dependem deles para sobreviver, reprimem esse tipo de atitude desastrosa.

Chapada Diamantina surpreende por quantidade de atrações

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Fernando Serpone

Encravada no interior da Bahia, a Chapada Diamantina compreende algumas das paisagens mais bonitas do país. Cachoeiras, poços, vales e grutas em meio a uma rica biodiversidade criam os cenários perfeitos para passeios de jipe, caminhadas, esportes radicais e trilhas – a pé, a cavalo ou de bicicleta.


É possível mergulhar nas águas do Poço Azul
O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado em 1985, abrange uma área de 1.520km², sendo este a principal unidade de conservação da Chapada, que se estende por 38 mil km² de cerrado, Mata Atlântica e caatinga.

A 412km de Salvador, o município de Lençóis é o principal centro turístico da Chapada. A cidade é ponto de partida para diversos programas pela região e conta com grande oferta de restaurantes e agências de turismo.

A viagem de ônibus entre Salvador e Lençóis leva cerca de seis horas. De avião, são 45 minutos. Desde abril de 2009, a Trip linhas aéreas faz voos entre as duas cidades aos sábados.

Aos viajantes em busca de isolamento e tranquilidade, o povoado de Vale do Capão é uma opção bem interessante, com boas pousadas e comunidades alternativas. O vilarejo, localizado no município de Palmeiras, é ponto de partida para as principais trilhas da Chapada, como a da Fumaça, Vale do Paty, Lençóis, Andaraí, Gerais do Rio Preto, Gerais do Vieira e Gerais da Fumaça.

Tanto em Lençóis quanto no Vale do Capão existem hospedagens para todos os gostos e bolsos, desde hotéis sofisticados até campings e albergues.

A cidade de Mucugê e a vila de Igatu, bem situadas em relação às atrações da Chapada, também agradam o viajante que busca mais sossego. Tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Igatu foi um importante centro de produção de diamantes, e todas as construções da vila são feitas de pedra.

Destino obrigatório para os amantes do ecoturismo, quem viaja pela região se impressiona não só com as belezas naturais, mas também com a consciência e o senso de preservação ambiental dos habitantes, como guias e donos de pousadas. No último mês de maio, o Hotel Canto das Águas, em Lençóis, recebeu o certificado de primeiro hotel sustentável do Brasil, conferido pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Trilhas
Próxima ao Vale do Capão está a Cachoeira da Fumaça, uma das principais belezas da Chapada e uma das quedas livres mais altas do Brasil, com cerca de 380m de altura. A forma mais rápida e fácil de conhecê-la é pela trilha de duas horas que leva ao topo da cachoeira. A Fumaça é um dos programas obrigatórios ao visitar a região.

Para quem gosta de caminhar, de aventura, e tem bom preparo físico, vale fazer a trilha de três dias, conhecida como Fumaça Por Baixo. O percurso permite ver a queda por cima, de frente e banhar-se em seu poço. A caminhada inclui dormir duas noites em barracas ou grutas, tomar banho só de cachoeira (sem sabão) e andar muito – essa é considerada a trilha mais radical da Chapada.

Mas todo o esforço é mais do que recompensado. Além da atração principal, que já faz valer a caminhada, o percurso inclui também outras paisagens inacreditáveis e várias outras cachoeiras, como a do Palmital.

Para fazer a Fumaça por baixo é indispensável a presença de um guia. As trilhas, em geral criadas na época do garimpo, são fechadas e sem sinalização. Celulares não funcionam e não há nada nem ninguém na região além de grupos visitando o local.

Tamanho isolamento pode ser na medida para quem quer descansar a cabeça (mas trabalhar o corpo!) e esquecer por alguns dias o trânsito, computador e celular. A proposta é caminhar muito, refrescar-se em cachoeiras incríveis e se surpreender com a beleza das paisagens, orquídeas e bromélias.

Vale do Paty
Caminhar por vários dias também é essencial para conhecer o Vale do Paty, mas suas trilhas são mais amenas que as da Fumaça. A beleza do lugar é única e impressionante. No vale, há a possibilidade de acampar ou dormir nas casas dos poucos nativos, que oferecem instalações modestas e saborosa comida caseira.

As agências de turismo fazem trilhas de um a cinco dias pelo Paty. Quatro dias e três noites é o mínimo para quem gosta de andar e quer conhecer bem o lugar. Assim como na trilha da Fumaça, os que visitam o Paty têm a chance de se refrescar em várias cachoeiras maravilhosas.

Geralmente, o guia das trilhas também é responsável pelo preparo e transporte dos alimentos. Os trilheiros levam suas roupas, lanches e devem voltar com todo o lixo que produzirem. Na bagagem para a Bahia, é bom constar.

De dezembro a março chove mais na região, o que contribui para aumentar a beleza das cachoeiras e do verde da paisagem. Por outro lado, a chuva pode prejudicar os passeios, e ainda há o risco de uma tromba d’água – enxurrada em decorrência do acúmulo de água na cabeceira de um rio. Porém, mesmo nessa época as chuvas não são tão frequentes. De abril a outubro chove pouco e aí algumas cachoeiras podem secar. Antes de viajar, vale conferir a situação das cachoeiras e a previsão do tempo.

Além da Fumaça, outra cachoeira imperdível na Chapada é a do Buracão. Em Ibicoara, a 90km de Mucugê, a Cachoeira do Buracão é uma queda d’água de 80 metros no fim de um cânion magnifíco. Por estar longe das principais atrações da Chapada, ela é menos visitada, mas não deixe de conhecê-la.

Grutas, poços e pinturas rupestres
As maravilhas e a grandiosidade da Chapada não se limitam à sua superfície: lá está o maior acervo espeleológico da América do Sul, importante por sua beleza e relevância científica. Entre as centenas de cavernas da região, a mais conhecida é a do Poço Encantado. A água ali é de cor azul turquesa devido aos raios do sol que penetram na gruta através de uma fenda. Dada a transparência da água, é possível até ver o fundo do poço, que tem de 30 a 60 metros de profundidade.

O Poço Azul tem características semelhantes às do Poço Encantado, e é permitido mergulhar em suas águas. Ainda com tom azul e águas cristalinas há a Gruta da Pratinha. Entre as cavernas secas, as mais visitadas são a da Torrinha, Lapa Doce, Paixão, Lapão, Bolo de Noiva, Fumaça, Gruta Azul e Brejões.

A região conta ainda com um rico patrimônio cultural, que inclui 65 sítios de pinturas rupestres, casarões centenários, feiras e artesanatos.

Esportes radicais
A Chapada também é um destino imperdível para os adeptos dos esportes radicais. A lista das modalidades que podem ser praticadas na região é longa, mas vale destacar a escalada, a tirolesa, o canyoning – rapel em cachoeira – e o mountain biking.

De bicicleta, é possível dar a volta no parque em cerca de sete dias. São 273 km de trilhas de diferentes graus de dificuldade. A viagem entre Vale do Capão e Lençóis dura cerca de cinco horas pedalando, e é um dos trechos mais difíceis da volta.

De Igatu a Mucugê, o esforço já é bem menor: duas horas de trilha com descidas na maior parte do tempo. Agências de turismo oferecem roteiros que incluem pedalar e caminhar.

Na boca da caverna do Lapão, em Lençóis, há o cave jumping, semelhante ao bungee jumping. Entre os locais de escalada, os de maior destaque são o Parque Municipal de Muritiba, em Lençóis, com mais de 50 rotas, e Igatu, no município de Andaraí.

A região tem atrativos demais para uma viagem só. Quem visita a Chapada uma vez, volta ao local na primeira oportunidade.

Confira Pousadas na Chapada Diamantina

Fernando de Noronha – Destino para amantes da natureza

sexta-feira, outubro 16th, 2009

“O paraíso é aqui.” Foram as primeiras palavras do explorador italiano Américo Vespúcio quando, em 1503, chegou nessa ilha onde os muitos verdes da vegetação parecem mais verde e os vários azuis, mais azuis. Financiado por Fernão de Noronha, um novo cristão comerciante de pau-brasil, ele realizava a segunda expedição exploratória à costa brasileira quando a principal nau de suas seis naufragou e Américo viu-se obrigado a levar toda a sua embarcação para um lugar seguro. Mal sabia ele que estava descobrindo um dos pontos mais bonitos do planeta, que viria se tornar o sonho de todo turista que busque relaxar mantendo um contato especial com a natureza.

Pousadas em Fernando de Noronha

Pousadas em Fernando de Noronha

Com suas águas claras, Fernando de Noronha é um dos melhores lugares para a prática de mergulho no mundo: cair nas suas águas é algo que um mergulhador experimentado nunca irá esquecer. E se não souber mergulhar com equipamentos, nem estiver disposto a aprender aproveitando para fazer um curso no local, não precisa se preocupar: grande parte do arquipélago pode ser observada apenas com uma máscara e snorkel. Boas dicas são a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró.

Caso seja mais experiente, o mergulhador deve procurar empresas especializadas que organizam excursões para lugares como Cabeço de Sapata, um paredão que chega a 42 m de profundidade, e o Naufrágio Coverta Ipiranga, o naufrágio mais inteiro do país, com 64 metros de profundidade. Há muitos tubarões, mas não é para se preocupar: os humanos barulhentos são pouca atração para estes bichos que, em tanta abundância, estão muito bem alimentados.

Já para quem preferir a cabeça por cima da superfície, a ilha oferece algumas das mais belas praias da costa brasileira. A Baía do Sancho é conhecida por suas areais claras e sua falésia, de onde se tem uma vista deslumbrante da ilha. Outra boa pedida é pequenina Baia do Porcos. Praticamente sem extensão de areia, ela é rodeada por pedras que formam piscinas naturais repletas de peixes coloridos.

A Cacimba do Padre, por sua vez, é uma das mais longas da ilha, e ainda possui como protagonista o Morro Dois Irmãos. Um local que merece destaque à parte é a Baía dos Golfinhos, que é um retiro para esses mamíferos, que descansam e acasalam em suas águas tranquilas. Lá, é proibido qualquer acesso marítimo, transformando essa área no maior aquário natural do mundo dessa espécie.

Saindo da costa, e indo terra a dentro, a ilha de Noronha oferece excelentes caminhadas. Por elas, pode-se chegar às principais praias como a Baía dos Golfinhos, como também conhecer um pouco da história da Ilha, que por muito tempo abrigou uma prisão e ainda deixa vestígios históricos como fortes e igrejas espalhadas pelo seu território.

Agência Andrés Bruzzone Comunicação

Oktoberfest Blumenau – Festival de Cerveja

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Inspirada na Oktoberfest de Munique, a sua versão blumenauense nasceu da vontade do povo em expressar seu amor pela vida e pelas tradições germânicas. Sua primeira edição aconteceu em 1984.

Consagrada como a segunda maior festa alemã do mundo, a Oktoberfest é confraternização de gente de todas as partes.E ela nasceu inspirada na maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique, Alemanha, que deu seus primeiros passos em 1810, no casamento do Rei Luis I da Baviera com a Princesa Tereza da Saxônia.

Em Blumenau, a Oktoberfest está na alma do povo, faz parte da história de cada um. Por isso outubro é um mês especial.

São 18 dias de festa, em que os blumenauenses se integram com visitantes de todo o Brasil e do exterior. E não há quem não se encante com os desfiles, com a participação dos clubes de caça e tiro ou com a apresentação dos grupos folclóricos.

A Oktoberfest de Blumenau ostenta um número admirável: em suas 23 edições reuniu quase 15 milhões de pessoas no Parque Vila Germânica, antiga Proeb. Isto significa que um público superior a 700 mil pessoas, em média, por ano, participou da festa desde a sua criação.

O segredo para este sucesso é simples: a Oktoberfest de Blumenau é um produto que se mantém autêntico, preservando as tradições alemãs trazidas pelos colonizadores há 150 anos. E são as belezas desses traços que conquistaram o país inteiro.

À noite, é na Proeb/Parque Vila Germânica que todos se encontram e fazem da Oktoberfest um acontecimento incomparável.

Todas as tradições alemãs afloram na sua
máxima expressão, através da música, da dança,
dos belos trajes, da refinada culinária típica e
do saboroso chope.

A maior festa alemã das Américas

A Oktoberfest teve sua primeira edição em 1984 e logo demonstrou que seria um evento para entrar na história. Em apenas 10 dias de festa, 102 mil pessoas foram ao, então, Pavilhão A da Proeb, número que na ocasião representava mais da metade da população da cidade. O consumo de chope foi de quase um litro por pessoa. No ano seguinte, a festa despertou o interesse de comunidades vizinhas e de outras cidades do país. O evento passou, então, a ser realizado em dois pavilhões.

O sucesso da Oktoberfest consolidou-se na terceira edição e tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz – o Galegão – para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. O evento acabou fazendo de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro.

Mas, para quem não sabe, a Oktoberfest não é só cerveja. É folclore, é memória, é tradição. Durante 18 dias de festa os blumenauenses mostram para todo o Brasil a sua riqueza cultural, revelada pelo amor à música, à dança e à gastronomia típicas, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha para formar colônias na região Sul.

A cultura germânica o turista confere pela qualidade da festa, dos serviços oferecidos, através de sociedades esportivas, recreativas e culturais, dos clubes de caça e tiro e dos grupos de danças folclóricas. Todos eles dão um colorido especial ao evento, nas apresentações, nos desfiles pelo centro da cidade e nos pavilhões da festa, por onde circulam, animando os turistas e ostentando, orgulhosos, os seus trajes típicos. É por essa característica que a festa blumenauense, versão consagrada da Oktoberfest de Munique, transformou-se, a partir de 1988, numa promoção que reúne mais de 500 mil pessoas.

E foi, também, a partir dela que outras festas surgiram em Santa Catarina, tendo a promoção de Blumenau como carro-chefe, fato que acabou por tornar o território catarinense no caminho preferido dos turistas no mês de outubro.

A história começou há quase 200 anos na Baviera

A Oktoberfest de Blumenau, que em apenas uma década se tornou uma das festas mais populares do Brasil, foi inspirada na festa homônima alemã, que teve origem em 1810 em Munique. Tudo começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza.

A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações.

Por conseqüência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.

Com fiorde e mata atlântica, Paraty (RJ) investe no ecoturismo

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Como toda cidade consolidada como destino turístico, Paraty também procura se inovar. E um dos ramos que vem cada vez mais chamando a atenção na cidade é o ecoturismo.

Os passeios de escuna já são consagrados, e todo turista deve fazê-lo (custam cerca de R$ 40 por grupo na baixa temporada e R$ 60 na alta). Passear pelas ilhas paradisíacas de Paraty é um programa que relaxa qualquer estressado. Há a opção de mergulhar com snorkel onde normalmente há arraias, ouriços e cardumes.

Cachoeira da Pedra Branca em Paraty

Cachoeira da Pedra Branca em Paraty

Para os mais aventureiros, a sugestão é fazer um mergulho com cilindro. Mas a novidade em Paraty é o arvorismo. Há cerca de um ano e meio foi aberto um parque com 95 plataformas de atividades de arvorismo e tirolesa. Só desta última são 260 metros divididos em sete trechos -o maior tem 35 metros e passa por cima de um rio.

Em meio à mata atlântica, o visitante pode escolher entre quatro níveis de dificuldade. Para todos há uma aula antes, de cerca de 15 minutos.

O percurso vermelho é o mais difícil do arvorismo e leva cerca de uma hora e meia. Exige coragem -há plataformas como a denominada “pulo do Tarzan”, em que é preciso se segurar em uma corda e se jogar, pulando para a plataforma seguinte- e preparo físico. O parque, com mais de dez quilômetros de cabos de aço, foi aberto pelo francês Patrick Alexis Emile. Ele resolveu inaugurar um centro de arvorismo após se encantar por Paraty e decidir morar na cidade com a sua mulher e os dois filhos. “Paraty tem uma natureza riquíssima”, diz. “Resolvi aproveitar isso e criar o parque.”

Outro passeio interessante e que proporciona contato direto com a natureza é uma ida de barco ao saco do Mamanguá, um braço-de-mar de nove quilômetros que avança no continente -é o único fiorde do país. A área é alvo de uma disputa entre os moradores do local e os donos de casas no condomínio das Laranjeiras, que abriram uma estrada clandestina há oito anos e querem usar a região para turismo.

Só é possível chegar ao local de barco ou por trilha. Saindo de Paraty Mirim (a meia hora do centro histórico de carro), o barco leva cerca de uma hora para alcançar o limite do fiorde. A trilha, que sai da mesma praia, leva duas horas. Indo pela Interação Ambiental, que existe há menos de três anos, pode-se fazer passeio de caiaque no manguezal e ver de perto caranguejos enormes, nas cores vermelha e verde-limão.

Depois, o guia leva o grupo a uma trilha que dá numa cachoeira com uma piscina natural. Para terminar, nada melhor que um prato de arroz e feijão com peixe, banana, farofa e salada, preparado pela mãe do pescador Gilcimar Correa. Depois, é só arrumar um lugar no barco para voltar descansando.

ARVORISMO + TIROLESA
R$ 62, na Paraty Sport Aventura
www.paratysportaventura.com

BARCO + CAIAQUE + ALMOÇO
R$ 120, na Interação Ambiental
www.sacodomamangua.com

Confira também uma lista de Pousadas em Paraty

LUISA ALCANTARA E SILVA
da Folha de S.Paulo


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