Nas Ondas de Noronha: participantes são acordados durante madrugada para surfar
Repórter da TV Globo Clayton Conservani e ‘juiz’ Picuruta Salazar foram os reponsáveis por tirar os convidados de suas camas às seis horas da manhã.
Thiago Correia Fernando de Noronha, PE
Marcelo Trekinho demonstra toda sua habilidade durante competição em Fernando de Noronha
O sol ainda não havia aparecido no céu quando a equipe da TV Globo partiu para a pousada na qual estavam hospedados os participantes do ‘Nas Ondas de Noronha’. Mesmo contando com a ajuda do decacampeão brasileiro de longboard, Picuruta Salazar, despertar os surfistas, artistas e internautas que fazem parte do programa foi uma tarefa tão complicada quanto achar uma praia em boas condições para a prática do surfe matinal.
A primeira opção foi a praia do Boldró, mas as ondas não estavam boas no ‘pico’. Sem demora todos foram para a Praia do Cachorro para mais uma tentativa frustrada. Após muitos bocejos e alguns minutos confabulando, optou-se pela Cacimba do Padre.
Os moradores do arquipélago contam que existe uma lenda envolvendo a cacimba que dá nome à principal praia da ilha. De acordo com eles, a obra, construída há cerca de 120 anos pelo padre Francisco Adelino de Brito Dantas, armazenava água tão pura que podia até mesmo curar os doentes.
Se a história for verdadeira, Fernando de Noronha ficará para sempre na memória dos surfistas, que sofreram com a força das ondas. Marcos Sifú teve a prancha quebrada durante uma manobra, e Binho Nunes foi vítima de um “calabouço” que o deixou com areia nos ouvidos.
Entretanto, como diz o ditado ‘Deus ajuda quem cedo madruga’, e a prova da gastronomia, atividade vespertina, foi realizada no conforto de uma cozinha improvisada em uma das mais famosas pousadas da região.
O empresário Zé Maria, proprietário do estabelecimento, pescou alguns peixes e a galera caprichou nos pratos, que além dos frutos do mar, contaram com frutas e legumes hidropônicos, cultivados na pousada.
O ‘Nas Ondas de Noronha’ vai ao ar no dia 24 de janeiro, durante o Verão Espetacular da TV Globo, mas enquanto o dia da exibição não chega, o GLOBOESPORTE.COM preparou uma série de making ofs mostrando tudo o que rolou por trás das câmeras. Clique no vídeo abaixo e veja como foi o terceiro dia de gravação!
de: GloboEsporte.com
Show do Guns N’Roses será no Palestra Itália em SP
SÃO PAULO - Confirmado: o show da banda Guns N’Roses será realizado no estádio Palestra Itália, também conhecido como Parque Antártica, em São Paulo (Rua Turiassu, 1.840, Perdizes, Tel.:(11)3874-6500).
Os organizadores do evento comunicam que por uma problema operacional, a confirmação do local do show em São Paulo levou a um o adiamento de datas para a pré-venda e venda de ingressos para os shows da banda. Em Brasília, a data fixada anteriormente era dia 11, ontem. Portanto, os fãs que são clientes do Credicard, Citibank e Diners e que já compraram seus ingressos “terão seus direitos garantidos”, diz o comunicado da Time For Fun.
O Guns N’Roses toca nas cidades de Brasília (dia 7), Belo Horizonte (dia 10), São Paulo (dia 13), Rio de Janeiro (dia 14) e Porto Alegre (dia 16).
É a primeira apresentação da banda no Brasil em 9 anos, desde o Rock in Rio 2001. Eles reiniciam a turnê mundial do disco “Chinese Democracy” no dia 13 de janeiro em Winnipeg, no Canadá. O excêntrico Axl Rose, o vocalista e compositor, é o dono do Guns N’Roses. Mas a banda que volta agora, é bem diferente. Os guitarristas Robin Fink (do Nine Inch Nails) e Buckethead foram trocados por DJ Ashba e Bumblefoot. O baterista Brian Mantia (ex-Primus) foi substituído por Frank Ferrer. E foram incorporados ao grupo o “multi-instrumentista” Chris Pittman e o violonista Richard Fortus. Daquele Guns que esteve aqui há 8 anos, retornam o baixista Tommy Stinson e o tecladista Dizzy Reed.
Confira as datas dos shows e das vendas dos ingressos:
Brasília (show em 07/03/10)
Pré-venda – 18 de janeiro
Venda – 25 de janeiro
Belo Horizonte (show em 10/03/10)
Pré-venda – 20 de janeiro
Venda – 27 de janeiro
São Paulo (show em 13/03/10)
Pré-venda – 20 de janeiro
Venda – 27 de janeiro
Rio de Janeiro (show em 14/03/10)
Pré-venda – 18 de janeiro
Venda – 25 de janeiro
Porto Alegre (show em 16/03/10)
Pré-venda – 18 de janeiro
Venda – 25 de janeiro
Fonte: Estadão
Sepultura vai abrir shows do Metallica em São Paulo
A banda mineira de thrash metal Sepultura vai ficar responsável pela abertura dos shows dos norte-americanos do Metallica em São Paulo, no Estádio do Morumbi, nos dias 30 e 31 de janeiro. Ainda sem banda de abertura confirmada, o Metallica inicia a turnê tocando em Porto Alegre no dia 28 de janeiro.
Ingressos para todos os setores ainda estão disponíveis para a apresentação do dia 31. Os preços variam entre R$ 500 (pista vip) e R$ 150 (arquibancada laranja), com direito à meia-entrada.
Mais informações serão divulgadas no site oficial do show ou no site www.metallica.com
O Metallica retorna ao Brasil em janeiro para a turnê “World Magnetic Tour”, que promove seu último álbum “Death magnetic”, lançado em 2008.
Na estrada desde outubro do ano passado, a turnê já esgotou ingressos nos EUA, Inglaterra, Suécia, Canadá, Alemanha, Bélgica, França e Holanda e, só em 2009, teve mais de 70 apresentações. O grupo, que esteve no Brasil pela última vez em 1999, já vendeu mais de 100 milhões de discos e está entre as 10 bandas mais vendidas do planeta.
Metallica em Porto Alegre
Quando: 28 de janeiro de 2010, às 21h30
Onde: Estádio Zequinha, Av. Assis Brasil, 1200, Porto Alegre/RS
Quanto: R$ 120 a R$ 250
Metallica em São Paulo
Quando: 30 de janeiro de 2010, às 21h30 e dia 31 de janeiro de 2010, às 20h30 Onde: Estádio do Morumbi, Pça, Roberto Gomes Pedrosa, nº 1, São Paulo/SP
Quanto: R$ 150 a R$ 500
Fonte: Globo.com
Arquibancada Literária reúne autores de livros sobre Corinthians

13 de dezembro de 2009
Foto: Divulgação
Como parte das comemorações dos cem anos do Corinthians, acontece entre os dias 15 e 20 de dezembro a 2ª edição do Arquibancada Literária, que reunirá autores de livros que têm como tema o time de futebol, em São Paulo.
Já confirmaram presença os escritores Censo Unzelte, Daniel Augusto Jr., Ed Viggiani, J. Edmar, João Roberto Basílio, Prof. Teixeira, Lalau, Luís Augusto Simon, Marlene Matheus, Oswaldo Mendes, Fred Rossi, Paulo Hardt, Rafael Silvestre, Marcelo Souza, Rafael Sanches e Carlinhos Muller.
2ª Arquibancada Literária
Data: 15 a 20 de dezembro
Horário: a partir das 14h
Local: Rua São Jorge, 777 – Ginásio de Esportes do Corinthians – São Paulo
Entrada Gratuita
Fonte : Diversão Terra
Festival Gastronômico da Chapada acontece sexta (11)

(Délia Coutinho)
Serviço
Angra dos Reis oferece uma ilha para cada dia do ano
Angra dos Reis oferece uma ilha para cada dia do ano
OTÁVIO PINHEIRO
colaboração para a Folha Online, em Angra dos Reis (RJ)
Angra dos Reis fica a 150 km da capital carioca e é um dos destinos mais cobiçados por turistas em todo o Brasil. Com 365 ilhas, os passeios de barco são seu ponto forte.

Ilhas de Angra dos Reis

A estrada para se chegar a Angra ainda está precária (o governo do Rio de Janeiro está ampliando as vias), mas, ao chegar aos resorts, o visitante já esquece o cansaço da viagem. A dica para quem pretende se deslocar até a região é ficar no mínimo dois dias, já que o passeio por marcos históricos no centro da cidade também vale a pena.
Piscinas no mar formam cenário dos sonhos em Porto de Galinhas
Piscinas no mar formam cenário dos sonhos em Porto de Galinhas (PE)
ROBERTO DE OLIVEIRA
da Folha de S.Paulo
Vamos combinar, São Paulo não tem nada a ver com o verão. A multidão de carros e o excesso de concreto só alimentam a sensação de fadiga. Nesses dias de calor senegalês, bate um desespero de pular com roupa e tudo na primeira piscina que aparecer pela frente.
Ilha de Santo Aleixo é paraíso particular em Pernambuco
Agora, pense “na” piscina, estrategicamente esparramada por um oceano de água transparente, repleta de peixinhos, com jangadas colorindo o entorno, tudo isso pertinho da praia. Mas, para esse desejo prosperar, você terá que embarcar para Porto de Galinhas. Pronto!
| Roberto de Oliveira/Folha Imagem | ||
![]() |
||
| Passeio às piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco |
Forasteiros apressados vão logo tachá-la de Cancún brasileira. Nada mais reducionista. Porto, como o lugar é carinhosamente chamado pelos nordestinos, é muito mais. Esse pedacinho de litoral no sul de Pernambuco tem algumas peculiaridades que garantem sua fama.
Verdade, inconveniente, seja dita: Porto de Galinhas cresceu demais e perdeu aquele ar bucólico e o sossego de tempos passados. Vinte anos atrás, era um simples vilarejo de pescadores. Nem energia elétrica havia nos anos 1960. Só foi ganhar hotel na metade dos anos 1980.
Hoje, é considerada uma das praias mais badaladas do Brasil, com uma infraestrutura invejável de hotéis e resorts para todos os bolsos e gostos. Há bons e sofisticados restaurantes, cafés, baladas animadas e opções de passeio.
O mais famoso deles é o de jangada para as piscinas naturais, formações de coral que se tornam verdadeiros aquários de águas transparentes. Mas isso só acontece na maré baixa. Portanto, fique esperto. Lá está apinhado de jangadeiros que enganam os turistas e os conduzem na hora em que a maré está subindo. Quando se chega lá, cadê as piscinas? É tarde, já foram encobertas pelo mar.
| Roberto de Oliveira/Folha Imagem |
![]() |
| Peixinhos nadam nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, que ficam no meio do mar transparente do Estado de Pernambuco |
Além de ser o mais procurado, o passeio também é o mais acessível: custa R$ 10, com duração de 45 minutos. As jangadas saem do centrinho de Porto. Em menos de cinco minutos, vão deixando aqueles coqueiros, espalhados por cerca de 5 km de areia branca e batida, e aportam naqueles tanques naturais criados por arrecifes. Porto leva outra vantagem nesse quesito: suas piscinas naturais são as mais fáceis de serem alcançadas em todo o litoral brasileiro. Acredite, quem tem fôlego vai até nadando.
Tem gente que enxerga em suas águas tons dignos do Taiti. Outros veem semelhanças com o mar do Caribe. Nessa viagem por referências, logo vem a brisa gostosa nos despertar de qualquer delírio. Ou melhor, nos transportar para outro: o de mergulhar naquelas águas mornas e estimulantes.
No vaivém de cardumes bem diante de nossos olhos, fica nítido por que não é de hoje que Porto roubou da capital, Recife, o posto de maior polo turístico do Estado.
Então, fuja para Galinhas.
De volta à areia, difícil é escapar delas –as galinhas. Umas dão pinta de “snorkel”, óculos escuros e chapéu. Outras, fashionistas, com olhinhos puxados, touquinha na cabeça ou bobes coloridos, fazendo a linha moderna. Interativas, há aquelas que surgem de câmera a tiracolo. Estão espalhadas por todos os cantos -as esculturas, diga-se de passagem, feitas de coco seco que não se desenvolveu e caiu do pé, além do tronco. Algumas levam o singelo apelido de Filomena.
Símbolo do vilarejo, as galinhas são confeccionadas por artesãos como Gilberto Rodrigues, 48, o Carcará, um dos principais artistas que dão “vida” às bichinhas, para a alegria dos turistas, que são muitos. Motivo: o “verão” é lançado oficialmente em Porto de Galinhas em setembro, quando em São Paulo ainda faz aquele tempo feio, cinza e deprê.
| Editoria de Arte/Folha Imagem |
![]() |
Para quem
Porto de Galinhas é o tipo de lugar que costuma agradar a toda a família. Das crianças aos marmanjos, quem não se encanta com aquelas águas transparentes das piscinas naturais repletas de peixinhos? Sem contar que a vila oferece uma boa infraestrutura de hotéis, restaurantes, bares, baladinhas e afins. Quer mais? A galera do surfe se encontra bem pertinho dali, em Maracaípe. Aqueles que procuram um lugar um pouco mais intocado podem se dirigir para a praia dos Carneiros.
Quando ir
Já não existe mais baixa temporada em Porto de Galinhas. O vilarejo é concorridíssimo durante o ano todo. Mas, entre março e maio, ainda é possível se deparar com pechinchas, com descontos de até 50% nas diárias, inclusive em resorts, sem contar que o lugar fica menos abarrotado. Agora, sol, água morninha e vento fresco não têm tempo ruim: dão pinta praticamente nos 12 meses. No verão, a cidade ganha mais eventos culturais e gastronômicos. Enfim, fica difícil resistir.
Dica
Tome o máximo de cuidado para não avançar sobre as áreas de proteção demarcadas por cordas nas piscinas naturais. Muitos turistas, na ânsia de posar para foto, acabam ultrapassando o limite determinado. Infelizmente, não há um indivíduo para fiscalizar. Nem os próprios jangadeiros, no caso, os maiores interessados na preservação dos corais, porque dependem deles para sobreviver, reprimem esse tipo de atitude desastrosa.
Praia da Lagoinha, no Ceará, sedia Festival dos Ventos
Com atrações que contemplam esportistas e amantes de música, gastronomia e até artesanato, a Praia da Lagoinha, no município de Paraipaba, a 124 km de Fortaleza, vai abrigar o Festival dos Ventos durante os dias 6 e 7 de novembro. Em sua segunda edição, o evento tem contribuído para a divulgação dos destinos do litoral oeste do Ceará.

Localizada na rota turística Costa dos Ventos, a Praia da Lagoinha tem alguns dos melhores ventos do planeta, ideais para regatas e esportes à vela
Por estar localizada em uma região estratégica, na rota turística que ficou conhecida como Costa dos Ventos (que inclui ainda os municípios de Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru e Trairi), a Praia da Lagoinha tem alguns dos melhores ventos do planeta, ideais para regatas e esportes à vela.
Reza a lenda que a praia era um porto de piratas franceses, que ao longo do século 16 utilizavam o local como ponto de apoio para as viagens de exploração no nordeste. Entre as atrações, há um mirante com uma duna vermelha de onde se tem uma vista panorâmica da encosta.
Festival
A programação é bem diversificada. Além de campeonatos itinerantes de surf, windsurf, kytesurf e vela, que ocorrem tanto na Lagoa do Jegue quanto na praia, durante todo o evento acontecem caminhadas, exercícios, avaliações físicas e atividades terapêuticas na água. Os visitantes podem participar também de oficinas que vão ensinar a confeccionar pipas, móbiles e bandeirinhas e aulas sobre a importância da reciclagem, de conscientização ecológica e educação ambiental.
As apresentações musicais vão acontecer em duas etapas: durante o dia, no Festival de Surf Music, e à noite no Festival de Música Popular e Instrumental. Ainda para quem se interessa por arte e cultura pode aproveitar as oficinas de artes cênicas, dança, pintura e música, além de palestras sobre curiosidades sobre a energia eólica, a força dos ventos e noções de oceanografia.
Uma feira de artesanato e outra voltada apenas para produtos místicos são opções para quem quiser levar recordações da cidade. Além disso, um festival de gastronomia nos arredores da Praia da Lagoinha possibilita que os visitantes mantenham o pique para praticar as atividades, além de promover a culinária regional.
Fonte: viagem.uol.com.br
Nordeste – Forró, rock e música regional embalam o Circuito das Praças em João Pessoa
O Circuito Cultural das Praças desta sexta-feira (6) traz cinco atrações musicais em três praças da cidade. No Centro, o Ponto de Cem Réis vai abrigar o projeto ‘Forró no Centro’, a partir das 17h30. O público vai assistir e ouvir os shows das bandas Clã Brasil, Forró Caçuá e Os Cabras de Mateus.
No Largo de São Pedro, às 19h, sobe ao palco o grupo de rock Unidade Móvel, que também está incluído no IV Festival Aumenta Que é Rock. A realização é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Na orla, às 20 horas acontece o show do cantor e compositor Paulinho Ditarso.
A banda Clã Brasil, que se apresenta no Ponto de Cem Réis, é bastante conhecido do público paraibano. Recentemente, a banda lançou o sexto CD e o segundo DVD da carreira, intitulados ‘Clã Brasil Canta Dominguinhos’. O nome do grupo surgiu pelo fato dele ser formado por cinco membros de uma família e dois de outra.
O grupo é composto pelos músicos José Hilton – Badu (violão de sete cordas e vocal), Lucyane Pereira (acordeon, fole de oito baixos e Voz principal), Laryssa Pereira (zabumba, violino e vocal), Lizete Pereira (flauta transversa, pífano e vocal, Fabiane Medeiros (cavaquinho, violão de dez cordas e vocal), Maria José Pereira (triângulo e vocal) e Francisco Fernandes (percussão). Juntos, eles fazem uma espécie de defesa das tradições regionais de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Antônio Barros, entre outros artistas, segundo avaliação da crítica local e nacional.
Enquanto isso, o Forró Caçuá passa pelo pé-de-serra, baião, xote e outros ritmos tradicionais da região. O grupo foi criado há seis anos pelos irmãos Batista, Zé e Daniel Moreno. Os integrantes também mesclam esse som com outros estilos da cultura nordestina, utilizando nas apresentações instrumentos como a guitarra, percussão, zabumba e bateria.
O terceiro show no Ponto de Cem Réis é de ‘Os Cabras de Mateus’. O trio de forró pé-de-serra surgiu em João Pessoa em 2002, com o propósito de resgatar a cultura popular. É formado por Chico Ribeiro (compositor, cantor e trianguista), Adailton Gomes (zabumba e vocal) e Mestre Biu (sanfoneiro).
A escolha do nome do grupo se deve a uma dupla homenagem: ao bairro do Alto do Mateus, de onde procedem seus integrantes, e também a um dos personagens do cavalo marinho, o ‘Mateus’, que dentro da dança dramática possui a missão de satisfazer o desejo materno, matando o boi encantado. No repertório constam composições próprias, além de músicas de compositores e intérpretes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Petrúcio Amorim, Accioly Neto e Maciel Melo.
Unidade Móvel e Paulinho Ditarso – A banda paraibana Unidade Móvel está em atividade desde 2001. O grupo tem influências diversas dentro do universo do rock e da música popular mundial. Os integrantes já se apresentaram em importantes festivais, a exemplo do ‘Fenart’, ‘PB Pop’ e ‘Estação Nordeste’, todos na Paraíba, e ainda ‘Rock’n'halls’, em Pernambuco, e ‘Forcaos’, no Ceará.
A Unidade Móvel possui três trabalhos ‘demos’ lançados. O grupo também participou de três coletâneas, lançadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) de João Pessoa, junto com os finalistas do festival ‘Todas as Tribos’, nos anos de 2004, 2005 e 2006. Outro trabalho que os integrantes participaram foi ‘Esquina Brasil’, fruto de uma parceria entre a Associação dos Produtores de Discos do Ceará e o Sebrae.
Paulinho Ditarso, que se apresenta na Feirinha de Tambaú, tem mostrado inovações na mistura de samples vocais e percussivos. É considerado um dos melhores pandeiristas do Nordeste, dono de uma voz irretocável. Além de composições próprias possui no repertório parcerias, a exemplo de Lenine, Fuba, Milton Dornelas, Alex Madureira, Pedro Osmar, Chico César e Itamar Assumpção.
Brasil vira o novo Eldorado do show biz
Circuito pop e rock infla o mercado musical e o faturamento bruto é estimado em US$ 500 milhões
Jotabê Medeiros, de O Estado de S. Paulo
Público na Chácara do Jockey assiste ao show da do Radiohead, no início do ano. Foto: Tiago Queiroz/AE
Dois grandes festivais com 41 atrações internacionais no mesmo dia, neste sábado, o Maquinária e o Planeta Terra. Anteontem, foi o Eletronika, em Belo Horizonte. Na terça, será o Indie Festival, em São Paulo, com Gogol Bordello e Super Furry Animals. Daqui a mais alguns dias, será a vez do About Us Festival, que traz Sting e Jason Mraz. Sem contar que foram confirmados em cima da hora shows de Joss Stone e Beach Boys. O grupo The Killers chega nos próximos dias. O Colplay e o Franz Ferdinand vêm aí, e o U2 acaba de assegurar quatro datas de sua milionária turnê 360º, três em São Paulo e uma no Rio (em novembro de 2010).
Confira a programação e mapa dos festivais
O que está se passando no show biz nacional? O superaquecimento é evidente em relação a todos os gêneros, e todas as casas estão com suas agendas lotadas. Publicações como a Pollstar e a Billboard têm analisado o fenômeno em números e estimam que, num espelho parcial do desempenho da região, o faturamento bruto do show biz aqui ultrapasse US$ 500 milhões.
O dólar baixo está no centro dessa euforia, avaliam os empresários do ramo. Curiosamente, a outra questão que inflacionou os palcos neste final de ano e no início do próximo tem relação com a crise do final de 2008, início de 2009. “Muitos artistas postergaram as turnês, muita banda suspendeu suas excursões para não permitir que baixassem o valor dos seus cachês”, analisa Milkon ‘Mac’ Chriesler, da Groove Concept, organizadora do festival Maquinária. Com a retomada econômica, começam a voltar ao batente.
A consolidação e a profissionalização do show biz nacional são os outros fatores. Ontem, a empresa de capital nacional Time for Fun (T4F) enfrentou em Nova York, durante festa da Billboard, as duas maiores corporações do setor, AEG Live e Live Nation, na disputa dos Billboard Touring Awards. Disputando na categoria melhor produtora e melhor produtora independente (nesta última, contra a MCD da Irlanda e a Michael Coppel Presents da Austrália), a Time for Fun é o maior retrato dessa euforia que ronda a América do Sul.
A T4F incorporou a CIE Argentina e a CIE Chile em 2007, numa operação de US$ 150 milhões, e hoje já é uma das maiores do setor no mundo. Este ano, foi responsável pela vinda de diversos artistas internacionais: Kiss, Oasis, Keane, Simple Red, Backstreet Boys, Damien Rice, Aha, Jerry Lee Lewis, Prodigy, Pet Shop Boys, Sarah Brightman, Il Divo. Radiohead e Kraftwerk abriram o ano em alto estilo, em show impecável na Chácara do Jockey.
“Creio que, quando se está em um momento difícil, as pessoas precisem desses espaços de lazer para ouvir boa música em companhia dos amigos, se reunir”, ponderou anteontem, em entrevista ao Estado, o cantor espanhol Alejandro Sanz. Segundo Alejandro (banido da Venezuela por ordem de Hugo Chávez por declarações críticas contra seu governo), a América do Sul é a bola da vez. “Hoje, está ocorrendo o contrário do que acontecia no passado, quando os artistas latinos buscavam conquistar o mercado da América do Norte. Agora, você vê artistas como Nelly Furtado se ‘latinizando’, para atingir o mercado do Sul”, considerou.
“É natural um aquecimento pós-crise. Os festivais que acontecem na Argentina e Chile também facilitam a vinda de artistas no mesmo período aqui no Brasil”, analisa William Crunfli, dono da Mondo Entretenimento, que realiza este mês o festival About Us. “Claro que o dólar baixo facilita, é um bom fator, mas não é um grande parâmetro”, analisa ‘Mac’ Chriesler, do Maquinária.
Roberto Verta, Gerente de Shows Internacionais da T4F, não conecta a euforia do show biz atual com o aquecimento econômico. “Grande parte das turnês que estão vindo para o Brasil, pelo menos em nosso caso, já estavam programadas para a America Latina em 2009. Os efeitos da retomada econômica talvez só sejam sentidos em 2010, então o que posso afirmar é que nossos resultados até o momento são fruto de um trabalho desenvolvido nos últimos anos pela T4F. A sazonalidade é uma característica do mercado pop internacional: no verão do hemisfério norte os artistas ficam por lá e fora desse período, no meio do ano, sempre há chances de que turnês de primeira linha venham para cá.”
Segundo Verta, não houve mudança no perfil da agenda, embora seja comum, agora, que shows de artistas de grande projeção, como Joss Stone e outros, sejam anunciados em cima da hora, como se estivessem sendo ‘encaixados’ na América do Sul. “Nossa companhia sempre procura evitar trabalhar assim. A turnê do Coldplay vai acontecer em fevereiro e março de 2010 e foi anunciada 4 meses antes, por exemplo”, diz.
Para Verta, o tamanho do mercado sul-americano está se configurando ainda. “O mercado sul-americano tem potencial de expansão e a profissionalização tem vindo juntamente com esse crescimento. Mercados como o Peru e a Colômbia vivem momentos especiais com resultados bastante expressivos em turnês de artistas que visitaram esses mercados pela primeira vez. Brasil, Argentina e Chile já estão no clube há algum tempo. No momento, talvez a única exceção seja a Venezuela.”
Paradoxalmente, a grande oferta de shows não fez os preços dos ingressos baixarem. Pelo contrário: entraram na lista dos mais caros do mundo. O Maquinária, por exemplo, tem tickets de até R$ 450. Segundo Chriesler, o fato de sua empresa não ter um patrocinador influi no preço, mas ele também cita investimentos no conforto do público, no cast diferenciado e o atendimento como motivos.
O mercado em polvorosa cria problemas de agenda nas poucas estruturas para concertos que há em São Paulo e Rio de Janeiro. Para ocupar a Chácara do Jockey, por exemplo, o festival Maquinária teve de se programar com grande antecedência. O Pacaembu está vetado para shows. O Morumbi cobra valores muito altos, segundo os empresários, inviabilizando turnês. O Anhembi não se mostrou adequado. Há uma semana, a empresa Time for Fun teve de alugar o Via Funchal para “encaixar” o gigante da eletrônica inglesa The Prodigy.
GLOBOESPORTE.COM/Arquivo 

